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A comunidade leather em Buenos Aires

O que é, de onde vem, como são seus códigos e onde encontrá-la na cidade.

Por Rita Kandela · Cronista de la noche

A cultura leather é uma das tradições mais antigas do mundo LGBTQIA+: nasceu nos clubes de motociclistas do pós-guerra nos Estados Unidos e virou uma subcultura com estética, códigos e comunidade próprios.

Em Buenos Aires ela existe, mas funciona diferente da cena de festas abertas: é menor, mais de boca a boca e mais organizada em torno de eventos pontuais do que de locais fixos.

O que é a comunidade leather?

É uma subcultura LGBTQIA+ nascida em meados do século XX em torno do couro, dos clubes de motociclistas e de uma estética masculina, que com os anos se ampliou para todo o espectro de gêneros e identidades.

Leather é a mesma coisa que BDSM?

Não exatamente. Elas se sobrepõem bastante, mas leather é uma identidade cultural e estética, enquanto o BDSM é um conjunto de práticas. Tem gente numa coisa, na outra ou nas duas.

Tem cena leather em Buenos Aires?

Sim, embora seja menor e mais reservada do que a cena de festas abertas: ela se move por eventos pontuais e grupos, mais do que por locais fixos com horário semanal.

Como eu encontro?

Instagram e os grupos da comunidade são o canal real. As festas fetiche são anunciadas com pouca antecedência e costumam ter vagas limitadas, então é preciso seguir os perfis.

O que é o hanky code?

É um sistema de lenços coloridos no bolso de trás que indica preferências e papel. Hoje é mais histórico do que prático, mas continua sendo parte da iconografia leather.

Precisa de roupa de couro para entrar?

Numa festa com dress code leather explícito, sim, e isso costuma estar claro no convite. Nas festas queer gerais da cidade não há exigência nenhuma: na JOLIE você entra de moletom e boné.

Como é a etiqueta num espaço leather?

A regra central é o consentimento explícito: não se toca em ninguém sem perguntar, não se tira foto, e o que acontece lá dentro não se comenta fora.

Posso ir se for minha primeira vez?

Sim, e o melhor é ir observar antes de participar. Perguntar é bem visto: a comunidade valoriza quem chega com vontade de aprender os códigos.

É só para homens gays?

Historicamente nasceu ali, mas hoje há presença de lésbicas, pessoas trans e não binárias na cena leather e kink.

Tem evento leather nas festas gerais?

A FEL!ZA, por ser um clube cultural com ciclos diferentes a cada noite, é o tipo de espaço onde costumam surgir noites temáticas. Vale acompanhar a programação semana a semana.

Dá pra ir sem participar de nada?

Sim. Observar, tomar alguma coisa e conversar é uma forma totalmente válida de estar ali.

Que idade é pedida?

A mesma de qualquer espaço noturno do país: 18 anos e DNI (documento de identidade) na portaria, sem exceções.

Cómo llegar

JOLIE

Aráoz 2424, Palermo, CABA

Miércoles desde las 23. Entrada gratis con QR.

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FEL!ZA

Av. Córdoba 3271, CABA

De miércoles a domingo, desde las 20. Sede de FEMME.

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Rita KandelaSale los miércoles y vuelve a las seis. Escribe sobre la noche porteña desde adentro: la fila, la barra, el after y el taxi de vuelta.